A Bandeira do MST, Tiradentes e o Incêndio da Creche

Leio agora que a arquiteta Mônica Benício, companheira da vereadora Marielle Franco, assassinada no Rio de Janeiro, recebeu no sábado a Medalha da Inconfidência, concedida pelo governo de Minas Gerais e entregue em solenidade realizada em Ouro Preto.

Já externei aqui diversas vezes minha consternação pela barbárie cometida contra a vereadora. A opinião, que vou externar agora, portanto, não coloca em xeque e não diminui a indignação com o acontecido.

Estou me referindo ao fato de que ao receber a medalha, Mônica Benício estendeu a bandeira do MST.

Acho errado politizar dessa forma uma cerimônia cívica de tanta importância.

Sei que a escolha dos homenageados é atribuição do governador, que é do PT, e até aceito que Marielle receba a honraria póstuma, mas uma cena como essa diminui a importância do ato.

Outro aspecto a ressaltar é que outro homenageado foi o senador Lindbergh Farias, enquanto a professora Heley de Abreu Silva Batista, que morreu no incêndio da creche em Janaúba, lá mesmo em Minas Gerais, foi esquecida.

Na tragédia, no dia 5/10/2017, ela morreu após tirar crianças da creche em chamas e lutar contra o vigilante Damião Soares dos Santos, que ateou fogo no local.

Heley, uma pedagoga de 43 anos, deixou, além do marido, três filhos, sendo um bebê de um ano e dois adolescentes.
Este é o Brasil de hoje. 

One thought on “A Bandeira do MST, Tiradentes e o Incêndio da Creche

  • Jacob Maitelli

    São pessoas moralmente desqualificadas!

    Responder

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *