
Em 2016 publiquei um vídeo do economista Milton Friedman; apenas o vídeo, sem nenhum comentário, nada. Dez anos depois, continuo impressionado com a simplicidade e a profundidade da mensagem.
Seguramos um lápis na mão – sim, ele parece ter caído em desuso, mas ainda existe – e raramente pensamos em sua origem. A madeira veio de uma floresta. O grafite foi extraído de uma mina. A borracha tem outra procedência. O metal que une as peças veio de algum outro lugar. Para que esse objeto simples existisse, milhares de pessoas participaram do processo, em diferentes regiões do mundo, sem jamais terem se encontrado.
Friedman utilizava esse exemplo para explicar o funcionamento da economia. Mas a lição vai muito além disso.
O lápis nos lembra que a cooperação humana é muito mais comum do que o conflito. Todos os dias dependemos do trabalho de pessoas que pensam diferente de nós, votam diferente de nós, rezam de forma diferente de nós ou sequer falam a nossa língua.
Quando compramos um produto, lemos um livro, usamos um celular ou tomamos um café, estamos usufruindo do resultado dessa gigantesca rede de colaboração voluntária.
Talvez seja por isso que o pequeno lápis contenha uma grande lição: a prosperidade nasce da cooperação, e a paz se torna mais provável quando as pessoas descobrem que podem trabalhar juntas, negociar e beneficiar-se mutuamente.
Num mundo que parece cada vez mais dividido, vale a pena lembrar que, silenciosamente, bilhões de seres humanos continuam colaborando uns com os outros todos os dias.

