A Sutileza de Um Curitibano no Supermercado

Procurando aqui no Blog postagem sobre fato que presenciei em supermercado, lembrei de uma história contada por meu filho Andre, que reside no exterior há bastante tempo.  

Na ocasião ele comentava sobre uma característica que nós Curitibanos possuímos e que certamente tem a ver com nossa introversão: o cuidado para evitar qualquer “barraco” diante de situações com as quais nos deparamos em público e que surgem pelas mais diferentes razões.

Atualmente ele reside em Portugal, mas antes morou por muito tempo em Israel, onde o povo é conhecido por resolver as coisas ‘em primeira instância’, na hora, e, diga-se, de forma nada diplomática. Mas o fato que relatou ocorreu aqui mesmo em Curitiba, com ele. Leiam e me digam se não é de fazer um pai orgulhar-se do rebento.

Disse que em um supermercado percebeu que uma senhora andava por lá fiscalizando o que cada um colocava em seu carrinho.

Segundo ele, “a mulher tinha ares de aposentada com tempo para meter-se em confusões” (perdoem a avaliação pouco caridosa de meu rebento).

Ao passar por ele e constatar que estava levando um salame, deu início ao seguinte diálogo:
– “Você vai comer isso aí?”
– “Olha, minha senhora, eu tive um tio que morreu com 106 anos…”
– “É ele comia salame?”
– “Não, não se metia na vida dos outros”.

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