O título do artigo chamou minha atenção porque achei que era coisa dos idosos como eu, mas na leitura vi que não é bem assim.
A matéria é do site UOL Viva Bem:
Você quase desmaia quando se levanta rápido? Estudo diz como se prevenir
Do UOL VivaBem, em São Paulo
22/07/2019 17h16
22/07/2019 17h16
Se sua visão escurece e você perde a força quando se levanta rápido, talvez seja melhor investir em exercícios físicos e uma boa hidratação. Pelo menos é o que resultados de um estudo feito com astronautas dizem.
Publicada no periódico Circulation na sexta-feira (19), a pesquisa decidiu examinar, pela primeira vez, uma condição chamada intolerância ortostática em pessoas que ficaram um bom tempo no espaço e voltaram à Terra.
Geralmente, os astronautas que retornam à Terra demonstram reduzida tolerância ortostática quando são avaliados em uma mesa de inclinação ou em pé, quietos. O estudo, entretanto, revelou que alguns cuidados, como exercícios durante o voo espacial, seguido de injeções salinas após o pouso, evitaram o problema em um grupo de pessoas.
Os resultados, de acordo com os cientistas, podem ser usados para prevenção do problema em pessoas que sofrem com a condição com frequência.
O que é essa condição?
Mais comum em mulheres com até 35 anos, a intolerância ortostática causa esses “apagões” quando a pessoa se levanta rápido. Indivíduos que sofrem dessa condição têm um aumento exagerado da frequência cardíaca quando ficam em pé, fazendo com que o sistema cardiovascular necessite de trabalho suplementar para manter a pressão arterial e o fluxo cerebral adequados e constantes.
Mais comum em mulheres com até 35 anos, a intolerância ortostática causa esses “apagões” quando a pessoa se levanta rápido. Indivíduos que sofrem dessa condição têm um aumento exagerado da frequência cardíaca quando ficam em pé, fazendo com que o sistema cardiovascular necessite de trabalho suplementar para manter a pressão arterial e o fluxo cerebral adequados e constantes.
Ou melhor, na tentativa de compensar o efeito da gravidade na distribuição do volume sanguíneo, há uma flutuação da frequência cardíaca e da pressão arterial, causando visão turva, tremor, fadiga excessiva, fraqueza, tontura e intolerância ao esforço entre outros sintomas.
Como o estudo foi feito
• Os pesquisadores usaram um pequeno medidor de pressão arterial no dedo de cada astronauta, para medir a pressão arterial e as batidas do coração.
• Essas medidas foram realizadas durante vários períodos de 24 horas antes, durante e após seis meses de voos espaciais. Doze astronautas estavam envolvidos, oito homens e quatro mulheres.
• Quem fez uma hora ou mais de exercício diário preveniu a perda de músculo cardíaco e, quando esses treinos foram combinados com o recebimento de hidratação, a condição foi totalmente evitada.
• “Esperávamos ver até dois terços da equipe espacial desmaiar. Em vez disso, ninguém desmaiou”, disse o cardiologista Benjamin Levine, que liderou o estudo.
O artigo original pode ser lido aqui.

Foto: https://www.medicalnewstoday.com

