
Humor de Primeira na Segunda - A Tribo Perdida
Um jovem antropólogo judeu chamado Joshua Blumenkranz estava de partida para a África, onde passaria um ano fazendo pesquisas.
Na festa de despedida, um amigo contou-lhe que tinha conhecimento de uma antiga teoria segundo a qual uma das Dez Tribos Perdidas de Israel teria chegado, muitos séculos antes, justamente a uma região próxima daquela onde Joshua iria trabalhar.
A hipótese fascinou o antropólogo. Marcaram o lugar no mapa e ele prometeu investigar.
Já na África, assim que pôde, Joshua viajou até a região indicada e encontrou uma aldeia isolada. Os habitantes vestiam trajes tradicionais, usavam colares, penas e pinturas no rosto.
Joshua passou horas observando e ouvindo.
Nada.
Nenhuma palavra em hebraico. Nenhum costume que lembrasse o judaísmo. Nenhum sinal de que aquela gente pudesse descender de uma antiga tribo de Israel.
Desanimado, estava prestes a ir embora quando viu quatro homens saindo de uma cabana carregando uma maca.
Sobre ela estava um homem aparentemente muito doente.
Joshua se animou.
“É agora! Se forem mesmo descendentes de judeus, certamente haverá alguma oração pela saúde do enfermo.”
Um homem que parecia ser o curandeiro da aldeia aproximou-se da maca, levantou as mãos para o céu e começou a recitar alguma coisa.
Joshua chegou mais perto.
Prestou atenção.
Nada.
Não entendeu uma única palavra.
Decepcionado de vez, virou-se para ir embora.
Foi quando uma velhinha da aldeia se aproximou, cutucou seu braço, apontou orgulhosamente para o curandeiro e disse:
- “Meu genro.”
Joshua sorriu educadamente.
A velhinha então completou:
- “É médico.”
Joshua parou, olhou para ela e pensou:
- “Baruch Hashem! Encontrei a tribo!” (*)
(*) Baruch HaShem – expressão em hebraico que significa literalmente “Bendito seja o Nome”. É usada no dia a dia como forma de agradecimento ou alívio, equivalente a “Graças a D’us”.


