Um homem estava andando em Londres e parou diante do que parecia ser uma loja, com um grande relógio na fachada.
Ele lembrou que estava precisando de um relojoeiro e entrou:
– “Olá” – disse.
De trás de uma cortina saiu um senhor de meia-idade, com barba espessa e com uma ‘kipá’ (¹) na cabeça, que respondeu:
– “Pois não, em que posso ajudar?”
O cliente, tirando o relógio do pulso, falou:
– “O senhor poderia dar uma olhada neste relógio? Tenho a impressão que está atrasando um pouco.”
Nesse ponto o senhor o interrompeu, dizendo:
– “Desculpe, não vou poder lhe ajudar, não sou relojoeiro.”
Achando aquilo muito estranho o cliente perguntou:
– “E porque o senhor tem esse enorme relógio pendurado na fachada?”
O dono da loja esclareceu:
– “Eu sou um ‘Mohel’ (²). O que o senhor queria que eu colocasse na fachada?”
(¹) Kipá é a palavra hebraica para solidéu. Os homens judeus o usam como sinal de respeito e reverência ao rezar e ao entrar em lugares específicos, como a Sinagoga e o Cemitério. Os religiosos o usam permanentemente.
(²) Mohel é a pessoa credenciada para a prática da circuncisão.



One thought on “No Judaísmo, Nem Sempre o Que Parece É”
Uma faquinha?