
Quando Dá Vergonha Pertencer à Espécie Humana
Humano (taxonomicamente Homo sapiens, termo que deriva do latim “homem sábio”, ser humano, ser pessoa, gente ou homem, é a única espécie animal de primata bípede do gênero Homo ainda viva.
(Wikipédia)
O programa Fantástico de ontem mostrou (mais um) desses casos que não causam apenas indignação, trazem consigo a vergonha de pertencer ao gênero humano.
Não sei se é em razão da idade, mas assistir a matéria me emocionou e ao mesmo tempo me trouxe sentimentos muito ruins, de desânimo e de descrédito na Justiça.
Desejo imensamente que as pessoas que causaram tanta dor à essa mulher sejam punidos com privação de liberdade, porque qualquer indenização financeira, ainda que necessária, jamais irá reparar o mal causado.
Se você não assistiu, leia a matéria publicada no G1:
Mulher é libertada em MG após 38 anos vivendo em condições análogas à escravidão
Ela não recebia salário, não tinha direitos, e vivia reclusa, sob a vigilância dos patrões até o fim de novembro, quando foi resgatada de um apartamento no centro de Patos de Minas.
20/12/2020 21h16
Uma mulher negra, de 46 anos, e que desde os 8 anos de idade vivia em condições análogas a escravidão. Uma investigação do Ministério Público do Trabalho revelou a história de Madalena, uma doméstica explorada por uma família de Minas Gerais.
Ela não recebia salário, não tinha direitos, e vivia reclusa, sob a vigilância dos patrões até o fim de novembro, quando foi libertada por auditores fiscais do trabalho e pela Polícia Federal de um apartamento no centro de Patos de Minas.
Os passos ainda são um pouco hesitantes. Com cuidado, agora ela vai conhecendo novas paisagens e experiências que são cotidianas pra muitos de nós, mas inéditas pra ela – como andar em um parque, livre. Madalena Gordiano passou os últimos 38 anos sem poder comandar a própria vida.
Desde 1995, 55 mil pessoas foram resgatadas em situação de escravidão no país, a maioria na zona rural. Ano passado, 14 pessoas foram resgatadas do trabalho escravo doméstico – que é mais difícil de ser identificado.
Para ter acesso ao vídeo com a reportagem, clique aqui.


