Blog do Guelmann

Pitadas da sabedoria e do humor judaicos.

Três na Quarta de Humor Judaico - 14
Três na Quarta de Humor Judaico

Três na Quarta de Humor Judaico - 14

Três na Quarta de Humor Judaico - 14

Brinquedo X Expectativa

Uma mãe judia caminhava pela rua com o filho pequeno. Ao passarem diante da vitrine de uma loja de brinquedos, o menino apontou para um deles e pediu que ela o comprasse.
– Eu compro, desde que você faça uma coisa.
– O que eu tenho que fazer, mãe? - perguntou ele.
E ela respondeu:
– Primeiro, você se forma em Medicina.

Melhor Pensar Antes de Questionar a Criação Divina
Ao chegar ao Paraíso, Sidney pôs-se a pensar na vida que tivera com sua esposa e em como D’us havia sido generoso na escolha de sua companheira.
Assim que teve oportunidade, foi conversar com o Eterno:
– Senhor, por que a fez tão bondosa?
– Para que a generosidade dela despertasse tua atenção - respondeu Ele.
– E por que a fez tão linda? - Sidney quis saber.
– Para que te encantasse desde o primeiro momento - disse D’us.
Ainda curioso, ele perguntou:
– E por que o Senhor a fez tão boa cozinheira?
A resposta divina veio na mesma linha:
– Para que tua vida ao lado dela fosse mais agradável.
Percebendo que D’us não se aborrecia com sua curiosidade, Sidney resolveu fazer mais uma pergunta:
– Olha… não me leve a mal. Vejo que tudo isso foi para o meu bem e não quero parecer ingrato, longe de mim, mas… por que o Senhor a fez assim… tão pouco inteligente?
E o Criador esclareceu:
– Para que ela pudesse te amar.

Moishe e o Sonho Perturbador
Moishe consultava seu psiquiatra, também patrício, havia muitos anos. Certo dia, bem antes da consulta marcada, chegou afobado ao consultório, disse que era uma emergência e pediu para ser atendido.
Mal se deitou no divã, começou a falar:
– Doutor, obrigado por me atender sem hora marcada. Vim porque tive um sonho muito estranho. Nele, minha mãe estava um pouco longe de mim. Fui me aproximando e, quando cheguei perto para dar-lhe um beijo, vi que ela tinha o seu rosto! Veja que coisa maluca! Aquilo me perturbou tanto que não consegui mais dormir. Levantei, tomei uma xícara de café preto, comi uma torrada e vim correndo para cá. O senhor precisa me explicar esse sonho!
O psiquiatra se levantou, ficou em silêncio por alguns segundos e, com as mãos na cintura, perguntou:
– Uma xícara de café e uma torrada? E você chama isso de café da manhã?