
Douglas Regis Junkes, em foto do Facebook
Vivemos tempos de intolerância, e não é só nas redes sociais, que apenas amplificam o que acontece “no mundo real”.
Podemos até dizer que nas redes existe um remédio relativamente indolor, que é o afastamento ou bloqueio de quem se manifesta de forma preconceituosa ou mostra intolerância.
Já na vida real o que vemos é a violência desencadeada por motivos fúteis, que vão de desentendimentos no trânsito a brigas de vizinhos e que não raras vezes desaguam em mortes.
Aqui em Curitiba tivemos ontem uma dessas ocorrências que, mais do que nos fazer lamentar, nos causam vergonha de pertencer ao gênero humano:
– as 16h, em plena tarde de domingo, um homem de 49 anos desceu para brigar com o vizinho do andar de baixo por causa do som alto.
Ele já deixou o apartamento armado e na discussão disparou quatro tiros, três dos quais atingiram o outro homem, de 36 anos, que morreu na hora.
O irmão do rapaz relatou que ele estava ensaiando com o baixo para uma apresentação que faria na Inglaterra, para onde embarcaria hoje. O assassino relatou que já haviam brigado antes pelas mesmas razões.
O que choca é constatar que o homem saiu de casa armado para resolver um problema com o vizinho, não importando o contencioso já existente. Porque não acionou o síndico do prédio ou mesmo a polícia?
Na casa do autor do homicídio foi encontrada outra arma além da usada no crime, sem registro.
Dizer o que?

