Em Manaus, o Rabino Santificado Pelos Católicos

Há muito tempo li sobre o Rabino Shalom Emanuel Muyal z´l de Manaus, e resolvi compartilhar com meus leitores essa interessantíssima história de sincretismo.

O Rabi desembarcou em Manaus no início do século passado, designado pelo Rabino Refael Encáua, líder religioso da comunidade judaica do Marrocos, para fiscalizar a obediência dos princípios do judaísmo na Amazônia, onde havia uma incipiente colônia de patrícios.

O Rabino Shalom faleceu em 1910, apenas dois anos após a chegada, possivelmente de febre amarela, ainda que não haja consenso sobre isso.

Como ainda não havia um cemitério israelita na cidade, o que só veio a acontecer mais tarde, o Rabi foi sepultado no cemitério São João Batista.

Estranhamente após sua morte o Rabino Emanuel adquiriu fama de milagreiro e seu túmulo virou alvo de peregrinações.

O motivo disso desperta dúvidas. A versão mais conhecida é a de uma mulher também judia que, sem temer a contaminação pela doença, cuidou dele até sua morte e a partir daí teria passado a atuar como uma espécie de “benzedeira”. 

O vídeo abaixo foi gravado por Anne Benchimol em 2009, quando a comunidade de Manaus esteve junto ao túmulo do Rabi para rezar o Kadish, às vésperas de Rosh Hashaná. 

Há um artigo muito bom na Revista Morashá de 2006, que você pode ler clicando aqui.

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