Você pode não ter um amor desmedido por esses seres peludos de quatro patas. Pode até ser uma daquelas pessoas que – como eu – só em idade madura aprendeu a gostar de cachorros e gatos dentro de casa e bem perto de si, muito por influência dos filhos, que desde cedo nos acostumaram aos latidos, aos miados e aos aconchegos no meio da noite (“chegue para lá, quero dormir aqui”). E, claro, no mesmo pacote vieram também os sobressaltos que eles provocam.
Com o tempo, muda apenas a especialidade do atendimento: saem os pediatras, entram os veterinários.
Ao amor insubstituível pelos filhos soma-se, naturalmente, o que passamos a devotar aos caninos e felinos. E então, mesmo que você não seja exatamente uma dessas pessoas, tenho certeza de que fechou a semana horrorizado com o que aconteceu com os cães comunitários Orelha, Abacate – e tantos outros espalhados por esse Brasil afora.
Os horrores registrados não são novos; novo é o destaque que passaram a receber na cobertura jornalística. O tema – “a pauta”, no jargão – transformou-se em audiência, reflexo direto do espaço que os chamados pets conquistaram na vida das pessoas nos últimos anos, algo facilmente perceptível nas gôndolas dos supermercados.
Seguindo essa onda, quero compartilhar uma dessas preciosidades de autoria desconhecida que a gente lê, guarda sem saber exatamente por quê e, de repente, percebe que precisa divulgar – nem que seja apenas para trazer um pouco de conforto diante da barbárie.
Você pode não ter um amor desmedido por esses seres peludos de quatro patas. Pode até ser uma daquelas pessoas que – como eu – só em idade madura aprendeu a gostar de cachorros e gatos dentro de casa e bem perto de si, muito por influência dos filhos, que desde cedo nos acostumaram aos latidos, aos miados e aos aconchegos no meio da noite (“chegue para lá, quero dormir aqui”). E, claro, no mesmo pacote vieram também os sobressaltos que eles provocam.
Com o tempo, muda apenas a especialidade do atendimento: saem os pediatras, entram os veterinários.
Ao amor insubstituível pelos filhos soma-se, naturalmente, aquele que passamos a devotar aos caninos e felinos. E então, mesmo que você não seja exatamente uma dessas pessoas, tenho certeza de que fechou a semana horrorizado com o que aconteceu com os cães comunitários Orelha, Abacate – semelhantes a tantos outros espalhados por esse Brasil afora.
Os horrores registrados não são novos; novo é o destaque que passaram a receber na cobertura jornalística. O tema – “a pauta”, no jargão – transformou-se em audiência, reflexo direto do espaço que os chamados pets conquistaram na vida das pessoas nos últimos anos, algo facilmente perceptível nas gôndolas dos supermercados.
Seguindo essa onda, quero compartilhar uma dessas preciosidades de autoria desconhecida que a gente lê, guarda sem saber exatamente por quê e, de repente, percebe que precisa divulgar – nem que seja apenas para trazer um pouco de conforto diante da barbárie.
Mães & Pets
(autoria desconhecida)
Acaso ou destino? Não sei.
Não estive no seu ventre.
Não houve gestação.
Não tenho o seu sangue.Mas o encontro entre mãe e filho foi marcado por amor à primeira vista.
Lá no céu, quando chegou a minha vez de descer, Papai do Céu me chamou e disse:
“Está vendo aquela mulher lá embaixo?
Ela será seu anjo protetor.
Vai te receber como filho, cuidar de você e nunca te abandonar.
O amor dela por você será imenso e eterno.”Eu então perguntei:
“E como farei para agradecer tanto amor e dedicação?”Papai do Céu respondeu com um lindo sorriso:
“Olhe nos olhos dela e ela saberá que você a reconhece como mãe.
Vire de barriga para cima para ela coçar e beijar.
Durma ao lado dela para esquentá-la.
Nunca a deixe sozinha e sempre fareje a comida, para que ela saiba que fez delícias.
Peça para passear, para que vocês tenham momentos especiais juntos.E o principal: seja você mesmo – sem ambição, fiel, amoroso, companheiro e sensível.
Ah, e não se esqueça de, vez ou outra, comer um sapato dela.
Afinal, é sua mãe… e ela merece sapatos novos.”E foi assim que o destino me ligou a você.
Mãe, sei que faço algumas bagunças, mas faço para que você esqueça tudo o que te entristece e coloque um sorriso nos lábios.
Muitos pensam que não falo. Mas você, mãe, escuta a minha voz e sabe o que tenho a dizer.
Obrigado por me segurar e fazer carinho na hora da vacina.
Por cuidar dos meus ouvidos e das dores de barriga.
Por se preocupar quando como porcarias.
Pela ração, frutas, petiscos, brinquedos.
Por verificar se estou com febre, se engoli o remédio, se estou com identificação, por me cobrir de madrugada.
Obrigado até pelos banhos.Enfim… obrigado por ser minha mãe!
Sei que nosso tempo na Terra talvez não seja longo, mas o amor que nos uniu fará com que esse tempo renasça na eternidade.
Te amo, mãezinha!
Não nasci de você, mas nasci por você e para você.
Banga e eu, inverno de 2024.
Resgatada da rua em 2023, é uma fonte contínua de encantamento.


