Quando o Conceito de Certo e Errado Se Revela Até no Futebol

Frequentemente nos deparamos com notícias que nos fazem questionar porque alguns países se destacam pela justiça social, respeito aos direitos do cidadão, ética da classe política, etc.

Muitas vezes esses exemplos vêm dos países nórdicos, em cujas sociedades tais conceitos foram sedimentados durante muitas décadas. 

Um caso emblemático foi mostrado em 2003 em jogo de futebol entre as seleções da Dinamarca e Irã. Eu já havia assistido o vídeo, que agora me foi enviado pelo bom amigo Marcos Cordiolli. 

Foi uma partida amistosa em Copenhague, pela Copa Carlsberg. Quase no final do 1º tempo a Dinamarca perdia por 1 X 0 quando o zagueiro iraniano Alireza Nikbakht Vahdi pegou a bola com a mão dentro da área, após ouvir o que pensou ser o apito final do juiz.

Na realidade o apito havia vindo da arquibancada, mas o árbitro Albert Chiu Sin Chuen não teve alternativa senão marcar um pênalti contra o Irã.

Naquele momento o capitão dinamarquês Morten Wieghorst agiu de maneira admirável: correu até o técnico Morten Olsen e, autorizado por ele, bateu o pênalti para fora por considerar injusta esta vantagem.

A partida terminou 1×0 para os iranianos. Na ocasião um dirigente iraniano disse: “Os dinamarqueses não ganharam o jogo, mas ganharam a nossa admiração”.

Até hoje esse é um dos mais famosos exemplos de fair-play no esporte.

A pergunta, ou melhor, a certeza que fica é a de que esses fundamentos se aprendem em casa e se reforçam na Escola. 

Essa é minha mensagem e homenagem ao Dia do Professor, na esperança de que um dia o Brasil valorize e respeite esse Profissional como ele merece.

 

 

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