Reveillon na Praia, ou Melhor, na Estrada

Recebi de um amigo uma imagem que me fez retornar à época em que meus filhos eram pequenos e cumpríamos o ritual de sair de Curitiba para passar o verão em Guaratuba, na casa da minha sogra.

Os dias lá eram fantásticos.

A casa não tinha luxo mas era maravilhosa. As crianças curtiam a praia, o banho de chuveiro na calçada na volta, as comidas preparadas pela avó, a banca de milho e caldo de cana, a pastelaria, o picolé da tarde, tudo o que compunha o pacote “all inclusive” para acúmulo de lembranças.

A filha mais velha é de novembro e o pediatra, o querido e sempre lembrado Dr. José Weniger, que também havia sido o meu, nos aconselhou (proibiu seria a expressão correta) a não irmos para a praia naquele verão. A opinião, irrefutável, foi essa:
– “Praia antes de a criança ter um ano é só desculpa para os pais que querem aproveitar, não para ela“.

Claro que naquela época não havia congestionamentos como os que assistimos agora, quando a população curitibana em peso vai para o litoral.

Assim mesmo a imagem que recebi me lembrou uma ocasião em que tivemos que deixar o carro em Caiobá e pegar a balsa “a pé” e voltar no dia seguinte para atravessar a baia.

 

 

 

 

 

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