Na sexta-feira a noite, durante o serviço do começo do Shabat, o Rabino notou que ao fundo da Sinagoga uma pessoa parecia aflita, dando sinais de inquietação.
Terminada a cerimônia ele foi até lá e reconheceu Rubens, um jovem na faixa dos 30 anos que frequentava a Sinagoga.
Comentou que havia percebido que ele estava angustiado e perguntou se ele tinha algum problema.
Rubens respondeu:
– “Sim, Rabino. É minha mãe. Já estou com mais de 30 anos, quero me casar, mas todas as namoradas que levo em casa para apresentar aos meus pais ela não gosta. Não sei mais o que fazer.”
O Rabino pensou um pouco, sentou ao lado do rapaz, colocou a mão no joelho dele e disse:
– “Rubens, procure uma moça que seja parecida com tua mãe, que fale como tua mãe e que se vista como a tua mãe. Você vai ver que essa será aprovada.”
Passadas algumas semanas, novamente numa sexta-feira e já encerrando o serviço, o Rabino mais uma vez observou Rubens lá no fim da congregação, com o mesmo ar de desolação.
Ao descer do púlpito foi ao encontro dele e perguntou:
– “Então, Rubens, me conte, como estão as coisas?”
E ele falou:
– “O senhor não vai acreditar: encontrei uma moça parecida com a minha mãe, que fala como minha mãe, se veste como minha mãe e até cozinha como minha mãe, e levei ela para conhecer meus pais.”
Surpreso com o semblante do rapaz, já que imaginava que o conselho dado teria solucionado lo problema, o Rabino disse:
– “Sim, mas isso não é bom? O que aconteceu?”
E Rubens respondeu:
– “Aí meu pai não gostou dela.”


