Quando Falta Inteligência, Nenhuma Maré é Boa
Morris era um solteirão meio desligado; em uma avaliação generosa, dava para dizer que o cérebro dele tirava folga nos dias úteis. Seu ganha-pão e única atividade resumia-se a passar dez horas por dia, seis dias por semana, em pé em sua barraca de livros numa feira popular. Após três anos sem tirar férias, seus pés começaram a gritar de dor e, aconselhado por um cliente, ele resolveu procurar o doutor Meyer, médico da comunidade.
– O teu problema, Morris — disse o doutor, com um sotaque que misturava iídiche e inglês e denunciava a origem e a formação em medicina num daqueles países do leste europeu – é “excesso de pé”. Você precisa ir urgentemente para Miami e tirar uns dez dias de descanso. E, enquanto estiver lá, tem que mergulhar os pés na água do mar por pelo menos quinze minutos, duas vezes por dia. Faça isso e vai voltar pisando como um bailarino ou um jovem de vinte anos.
Morris acatou a receita como se fosse o 11º mandamento, feliz porque finalmente iria conhecer o mar. Mal chegou ao hotel em Miami, comprou dois baldes de plástico – um para cada pé, claro. No dia seguinte, bem cedo, lá foi ele para a praia, os dois baldes pendurados como se fossem oferendas para uma entidade marinha. Ao avistar o salva-vidas, perguntou:
– Moço, quanto custa dois baldes dessa água do mar?
O salva-vidas arregalou os olhos, mas, vendo a inocência do “freguês”, entrou no jogo:
– Dois dólares por balde.
Morris pagou direitinho, encheu os baldes, voltou ao hotel e mergulhou os pés como se estivesse num spa cinco estrelas, adorando a sensação. Depois do almoço, seguindo a orientação do médico, repetiu o ritual: esvaziou os baldes e voltou à praia, entregando quatro dólares ao salva-vidas:
– O mesmo de antes, por favor.
– Fique à vontade – disse o salva-vidas, quase estourando de rir.
Ao se virar, Morris viu que o mar havia recuado bastante e a água estava distante. Coçou a cabeça, olhou para a imensidão vazia e exclamou:
– Ô, rapaz, que negócio bom o teu! Já vendeu quase tudo!
– O mesmo de antes, por favor.
Uma Pérola da Sabedoria Judaica
“Para o ignorante, a velhice é o inverno; para o sábio, é a estação da colheita”.
Frases dos Melhores Humoristas Judeus
Bette Midler (Bette Davis Midler – Honolulu – 1/12/1945)
– Se o sexo é um fenômeno natural, porque existem tantos livros ensinando como fazer?
As Terríveis Pragas Judaicas
– Que ele não tenha que dar-se ao trabalho de se levantar vivo.

Imagem gerada por I.A.

