
A China está construindo o que será a maior rede de vigilância de câmeras do mundo. Atualmente já estão instaladas e interligadas 170 milhões delas, espalhadas pelas ruas e ambientes fechados do país e até 2020, o número deverá subir para 570 milhões.
Detalhe: não são câmeras comuns: elas são ligadas a um sistema de inteligência artificial e reconhecimento facial, podendo detectar idade e etnia, ler placas de carros e cruzar dados para saber por onde a pessoa andou, quais carros usou e quem encontrou.
O repórter John Sudworth da BBC recebeu permissão para conhecer uma das novas salas de controle da polícia e testar essa alta tecnologia. Para isso ele teve a foto cadastrada no banco de dados do sistema de vigilância estatal, onde já foram inseridos os dados de todos habitantes.
Como sabemos, a China tem 1,3 bilhão de habitantes, mas assim mesmo lá ninguém passa despercebido. O governo chinês agora quer ir além e prender criminosos antes mesmo que eles cometam o delito. Com esse objetivo está sendo estudado um sistema que analisará o comportamento das pessoas até identificar um padrão usado por quem desrespeita a lei.
No caso do repórter da BBC, após ter feito o cadastro ele saiu andando pelas ruas da cidade de Guiyang e, por incrível que pareça, em apenas 7 minutos a polícia conseguiu localizá-lo e apreendê-lo.
Assista ao vídeo:

