Três na Quarta de Humor Judaico

Falando Sobre Milagres…
Um rabino, um padre e um pastor estavam conversando.
A certa altura o tema passou a ser a forma como D-us já havia se manifestado em suas respectivas vidas, operando pequenos milagres que os fizeram acreditar na providência divina.
O padre contou que uma vez estava viajando de automóvel e subitamente começou uma forte nevasca, que o assustou e fez com que ficasse totalmente desorientado. Ele então rezou a D-us e aconteceu o milagre: a neve caia em todos os lados, menos na frente do automóvel, o que permitiu que continuasse viajando em segurança.
O pastor relatou uma história semelhante, de quando estava pescando bem longe da praia e veio uma tormenta tão assustadora que ele temeu que o barco virasse.
Ele também rezou e aconteceu o milagre: D-us fez com que a tempestade  continuasse atrás e nos dois lados do barco, mas na frente o sol brilhou até que ele chegasse ao porto.
Ouvindo aquilo o rabino percebeu que havia exagero, mas fez o seu relato:
– “Num sábado pela manhã eu estava indo para a sinagoga, quando vi uma nota de U$ 100 na calçada. Como era o Shabat, eu não podia pegar o dinheiro, mas por outro lado pensei em como seria bom bom colocar aquele valor na caixa da caridade da Sinagoga. Então eu rezei, e vocês não vão acreditar: atrás de mim era sábado, nos meus lados era sábado, mas na minha frente já era domingo!”

O Rabino Sábio e o Pai Inocente
Um jovem estudante de uma escola rabínica, muito ingênuo nos assuntos terrenos, ficou atordoado quando sua esposa deu à luz.
Depois que tudo se ajeitou, ele correu para o Rabino e disse:
– “Rabi, aconteceu uma coisa extraordinária! Por favor, me explique: meu filho acabou de nascer, muito embora minha mulher e eu estejamos casados ​​há apenas três meses! Como pode ser? Todo mundo sabe que um bebê leva nove meses para nascer!”
O Rabino, um homem cuja sabedoria era conhecida por todos, percebendo a gravidade da situação e os problemas que poderiam acontecer, colocou os óculos e franziu a testa reflexivamente.
Após alguns segundos de silêncio, falou:
– 
“Meu filho, posso ver que você não tem a menor ideia sobre esses assuntos, a ponto de nem mesmo saber fazer o cálculo mais simples. Me responda: você viveu com tua esposa três meses?”
– “Sim” – respondeu o jovem.
O Rabino voltou a perguntar:
– “Ela viveu com você três meses?”

– “Sim” – disse o estudante novamente.
Mais uma vez o idoso professor indagou:

– “Juntos, vocês viveram três meses?”
– “Isso mesmo” – disse o jovem, ainda sem entender.
Com o semblante mais tranquilo, o Rabino disse:

– “Então, qual é o total, três meses mais três e mais três?”
– “Nove meses, Rabi!” – disse o rapaz, exultante.
E o sábio encerrou:

– “Então qual é o problema?”

Quando a Memória Falha…
Arão, de 81 anos, estava conversando com Efraim, de 83, que tinha acabado de chegar para um bate-papo com o amigo.
– “Arão, meu caro, as coisas já não são as mesmas” – disse o visitante – “eu ando muito esquecido, tem coisas que eu nem consigo mais lembrar.”
E Arão respondeu:
– “Isso também acontecia comigo, mas fiz um curso para memória.”
– “Sério? E esse negócio funciona?”
–  perguntou Efraim.

– “Claro que funciona” – confirmou Arão – “chama-se mnemônica e ensina a usar coisas que vão te ajudar na memorização e lembrança do que é importante.”
Ouvindo aquilo, Arão se entusiasmou e quis saber:
– “Eu quero fazer esse curso. Como é o nome dele?”
E Efraim, pensando um pouco, começou a responder:
– “O curso chama-se… Espere um pouco…. Meu D-us, como é mesmo…? Arão, me diga, qual é o nome daquela flor que os homens apaixonados dão para suas namoradas ou esposas?
Arão disse:
– “Rosa, é isso?”
E o amigo, assentindo com a cabeça, virou-se em direção a escada que subia para os quartos da casa e gritou:
– “Rosa, querida, qual é o nome daquele curso que fizemos?”


Foto: Unsplash

 

 

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