“Amnon Weinstein passou as últimas duas décadas localizando e restaurando violinos que foram tocados por músicos judeus durante o Holocausto.
Ele dedica este importante trabalho a 400 parentes que ele nunca conheceu. Esses avós, tios, tias e primos ficaram para trás na Europa Oriental quando os pais de Amnon, Moshe e Golda, imigraram em 1938 para a Palestina, onde Moshe abriu uma loja de violinos.
Depois da guerra, Moshe descobriu que toda a sua família – quatrocentos ao todo – havia sido assassinada durante o Holocausto.
A dor desta descoberta levou ao seu primeiro ataque cardíaco. Moshe nunca mais falou de sua família. Quando o jovem Amnon perguntava a Golda sobre seus parentes, ela lhe mostrava um livro sobre o Holocausto. Apontando para as fotos horripilantes dos mortos, ela dizia: “Esta é a nossa família”. Ela desmoronava em lágrimas, incapaz de explicar mais.
Depois de crescer para se tornar um dos fabricantes de violinos mais respeitados do mundo, Amnon tornou-se determinado a recuperar sua herança perdida.
Ele começou a localizar os violinos que eram tocados pelos judeus nos campos de extermínio e nos guetos, restaurando-os meticulosamente para que pudessem voltar à vida nos palcos de concertos.
Embora a maioria dos músicos que originalmente tocou os instrumentos tenham sido silenciados pelo Holocausto, suas vozes e espíritos continuam a viver através dos violinos que Amnon restaurou amorosamente.
Ele chama esses instrumentos de Violinos da Esperança.”
(Texto originalmente publicado no site de Amnon Weinstein).

Desde que iniciou o trabalho, Amnon Weinstein encontrou e restaurou cerca de 26 violinos que pertenciam a judeus durante o Holocausto. Graças a ele, violinos que foram tocados em campos de concentração e guetos, violinos que sobreviveram à guerra podem ser ouvidos hoje.
Na página que Amnon na internet, chamada ‘Violinos da Esperança’ você poderá ouvir Shlomo Mintz tocando um desses violinos em Birkenau.
Mas antes escute o mesmo Shlomo Mintz, com outros 15 músicos, todos com instrumentos restaurados do Holocausto, tocando o Hatikva (A Esperança), o hino nacional de Israel, em uma apresentação em 2008.
“Se você tem ouvidos muito bons e escuta, é inacreditável o que você ouve quando esses violinos são tocados. Você pode ouvir o sofrimento” (Amnon Weinstein).

