Às vésperas da guerra que acabaria por engolir toda a Europa em 1914, dois estudantes de uma Escola Rabínica estavam conversando sobre o que poderia acontecer.
Um deles estava terrivelmente pessimista com relação ao futuro, e o outro tentou consolar o amigo:
– “Se eu fosse você, não ficaria preocupado.
A guerra pode começar, mas há duas possibilidades: podem te convocar ou não.
Se não for convocado, não há com o que se preocupar.
Se for convocado, há duas possibilidades:
– pode ir para a frente de batalha ou não.
Se não for para a frente de batalha, não há com o que se preocupar.
Se for para a frente de batalha, há duas possibilidades:
– pode ser ferido ou não.
Se não for ferido, não há com o que se preocupar.
Se for ferido, há duas possibilidades:
– pode ser ferido gravemente ou não.
Se não for ferido gravemente, não há com o que se preocupar.
Se for ferido gravemente há duas possibilidades:
– pode morrer ou não.
Se não morrer não há com o que se preocupar.
Se morrer, há duas possibilidades:
– pode ir para “lugar bom” ou para o “lugar ruim”.
Se for para o “lugar bom”, não há com o que se preocupar.
Se for para o “lugar ruim” SÓ HÁ UMA possibilidade:
– a guerra pode não ser declarada, então por enquanto não há com o que se preocupar!“



One thought on “A Lógica Talmúdica e a Guerra”
Lógica perfeita.