Desde 1990 o engenheiro civil Ronen Feigenbaum está utilizando a tecnologia e o conhecimento de Israel para instalar fazendas leiteiras na China, Inglaterra, Índia, México, Namíbia, Nigéria, Filipinas, Romênia, África do Sul, Vietnã e agora Papua-Nova Guiné.
Feigenbaum, um israelense nascido na Argentina, diz que as fazendas israelenses produtoras de lacticínios são as melhores do mundo, explicando a razão pela qual esses países buscam a experiência de Israel.
O interessante é que até emigrar para Israel em 1973 Feigenbaum nunca tinha visto uma vaca – “exceto em um prato” – ele brinca. Lá ele acabou indo gerenciar um lacticínio de kibutz antes de obter um diploma de engenharia civil no prestigiado Instituto Technion-Israel de Tecnologia, em 1978.
Feigenbaum tornou-se um designer de produção de lácteos e trabalhou somente em Israel de 1980 a 1990. A partir daí passou a viajar para compartilhar os avanços israelenses em todos os aspectos da produção leiteira, desde o manejo dos rebanhos até a ordenha.
É sabido que as vacas israelenses Holstein/Holandesas são as campeãs da produção de leite, atingindo média de 40 litros/dia e algumas chegando a 60. A média nos EUA é de 30 litros dia e na Grã-Bretanha 21 litros.
Agora uma empresa de israelenses residentes em Papua-Nova Guiné está implantando uma unidade de produção nesse país, uma ilha do Pacífico, onde até agora todos os lácteos eram importados.
A construção começou em dezembro de 2016 e em junho do ano passado 515 novilhas chegaram da Nova Zelândia. No início de novembro finalmente chegou o primeiro leite fresco produzido em Papua.


