
Nenhum Deputado ou Senador Nos Foi Enfiado Goela Abaixo
Algumas pessoas ainda não se deram conta da importância da renovação do Congresso nas eleições deste ano.
Costumamos colocar toda a responsabilidade pelos rumos da nação nas mãos do presidente da República, esquecendo que o poder Legislativo precisa ser composto por pessoas sérias e com o desejo de colocar o país nos trilhos.
Nesse sentido, foi lançado recentemente o movimento “Um Novo Congresso“, cuja palavra de ordem é
– “Um Novo Congresso. É Necessário. É Possível. E Vai Ser Pelo Voto. Pela Justiça Social e Pela Democracia”.
Transcrevo a seguir os principais trechos do manifesto:
É NECESSÁRIO
Até em seus defeitos, a democracia revela sua inigualável qualidade. Sob o regime democrático, podemos acompanhar e verificar o comportamento daqueles que elegemos.
É POSSÍVEL
Nenhum dos atuais 513 deputados e 81 senadores foi enfiado goela abaixo de nenhum de nós. Ninguém foi obrigado a escolher esse ou aquele candidato, essa ou aquela candidata. Gostemos ou não, o atual Congresso Nacional é resultado exclusivo das nossas próprias escolhas.
E VAI SER PELO VOTO
Com a internet, podemos, em segundos, ter acesso à história e ao passado de todos os candidatos à Câmara dos Deputados e ao Senado. É fácil pesquisar as entrevistas, os discursos e as posições de cada um deles.
Um outro Congresso é urgentemente necessário.
A atual maioria parlamentar, constituída no Congresso Nacional por meios espúrios, está impondo ao país um enorme desvio da vontade nacional, expressa na Constituição de 1988 e em todas as eleições do século XXI. Ao mesmo tempo, protege um governo que afunda na corrupção.
Isso acontece porque o atual Congresso Nacional não representa a maioria do povo brasileiro. Não representa os pobres, os negros, as mulheres, os jovens, os indígenas, as minorias discriminadas. O Congresso Nacional deveria ser o povo legislando por meio de seus representantes, fiscalizando por meio de seus representantes. Mas está dominado por bancadas que defendem outros interesses, contrários aos da maioria do povo brasileiro.
Somos cotidianamente escandalizados com o volume dos recursos públicos usados pelo governo para obter as decisões do atual Congresso, em vez de destiná-los ao atendimento das prementes necessidades sociais. As sessões do Congresso, transmitidas pela televisão, desnudam o baixo nível ético e político da grande maioria de seus integrantes, desacreditando a própria atividade política.
É importante eleger um Presidente da República comprometido com a justiça social e a democracia. Mas nenhum Presidente da República, seja quem for, conseguirá governar a serviço do povo se o Congresso não o representar.
Um outro Congresso é possível.
Em 7 de outubro de 2018, voltam para nossas mãos o direito e o poder de escolher, pelo voto, os dirigentes políticos do Brasil. Não podemos perder essa oportunidade. Temos que romper os feudos eleitorais que há décadas vêm assegurando a reeleição dos mesmos profissionais da política ou os substituindo por seus filhos e parentes. Temos que impedir o domínio dos votos pela máquina dos cabos eleitorais instalados nas Prefeituras, Câmaras Municipais e Assembleias Legislativas Estaduais.
Nosso horizonte é o da Constituição de 1988: um Brasil justo, igualitário, democrático e respeitoso dos Direitos Humanos; uma sociedade pacífica, solidária e em aliança com a natureza e a sustentabilidade; uma economia voltada para o atendimento das necessidades humanas e para a redução das desigualdades; um governo ético e não de oportunistas gananciosos; uma administração pública avessa à corrupção; políticas públicas visando elevar os níveis de vida e de participação das grandes maiorias, de exercício da iniciativa e da soberania popular nas decisões, de proteção dos nossos recursos naturais e de inserção soberana no concerto das nações.
Para acessar o site, clique aqui.


