A matéria abaixo foi publicada em 09/07. Pretendia publicá-la antes mas infelizmente não foi possível em razão de ter interrompido as postagens no Blog durante a campanha eleitoral.
É a demonstração do quanto nós temos a aprender com os japoneses quando o assunto é respeito:
Em agradecimento aos antepassados e seus ensinamentos, 98° Shokonsai é realizado em Álvares Machado
Evento começou em 1920 e, desde então, não foram registradas chuvas no dia das homenagens, somente na data anterior ou posterior.
Por G1 Presidente Prudente

Ritual das velas é o ápice do Shokonsai
Foto: Stephanie Fonseca/G1
Céu aberto e sem chuva marcou o segundo domingo de julho, data em que é realizado o Shokonsai. Neste dia 8, a homenagem chegou em sua 98ª edição e reuniu cerca de três mil pessoas no Cemitério Histórico Japonês, localizado em Álvares Machado. O evento de tradição e cultura japonesa tem como objetivo reverenciar a memória dos antepassados e agradecê-los pelos ensinamentos deixados.
Diversas atividades foram realizadas durante este domingo (8) no local, que é tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat). Porém, o ápice do evento acontece ao pôr do sol, quando é realizado o “ritual das velas”.

Foto: Stephanie Fonseca/G1
Tradição e cultura
O Shokonsai é realizado desde 1920 e nestes 98 anos, não foram registradas chuvas no dia do evento, somente na data anterior ou posterior.
O cemitério japonês foi criado, extraoficialmente, entre 1918 e 1919, com a chegada dos primeiros japoneses ao Oeste Paulista. Álvares Machado era a cidade com a maior concentração de descendentes orientais, entretanto o único cemitério próximo ficava em Presidente Prudente, o que dificultava a realização de enterros, já que os mortos tinham de ser levados a pé em macas improvisadas.
Na época houve uma epidemia de febre amarela e, com a dificuldade já constatada, pois um senhor havia morrido da doença e seu corpo fora levado por 15 quilômetros até Presidente Prudente, membros da colônia realizaram os procedimentos necessários para oficializar um cemitério mais próximo, que se tornou “exclusivo” aos japoneses.
Até o ano de 1943, foram sepultadas 784 pessoas, ocasião em que o presidente Getúlio Vargas interveio e proibiu os enterros por entender que havia uma discriminação racial. Apenas um dos sepultados não é japonês, o Manoel, que não teve sua família identificada, mas morreu defendendo uma família japonesa de bandido.
O cemitério japonês de Álvares Machado é o único desta etnia fora do Japão e é mantido pela Associação Cultural, Esportiva e Agrícola Nipo-Brasileira de Álvares Machado (Aceam).

Foto: Stephanie Fonseca/G1
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