Prisioneiros são libertados do campo de concentração de Wöbbelin, em abril de 1945 (Foto: Arquivo Nacional dos EUA, colorizada digitalmente por Marina Amaral)
A artista brasileira Marina Amaral é conhecida pelo trabalho que faz ao dar vida a fotos históricas.
Essa menina de 24 anos, mineira de Belo Horizonte, foi apontada pela revista Wired como “mestre da colorização” por ter se tornado especialista em colorir digitalmente fotos em preto e branco.
O fotografia abaixo é de Czeslawa Kwoka, uma menina polonesa de 14 anos. Ela e a mãe, católicas, foram enviadas para Auschwitz como prisioneiras políticas por residirem em Zamosc, onde estava prevista a construção de uma colonia alemã.
Quando foi fotografada por Wilhelm Brasse, Czeslawa havia sido agredida por uma “kapo” por não saber falar alemão. O corte no lábio foi consequência da agressão e o trabalho de Marina mostra de forma muito mais crua a realidade do sofrimento da menina.
Czeslawa Kwoka foi uma das aproximadamente 230 mil crianças e jovens com menos de dezoito anos entre entre as 1.300.000 pessoas que foram deportadas para Auschwitz-Birkenau de 1940 a 1945.
Ela foi assassinada em 12/3/1943, apenas 3 meses após ter chegado ao campo e 30 dias após a morte da mãe.
Marina Amaral, em entrevista à revista BoredPanda disse
– “Foi muito difícil olhar seu rosto por tantos minutos sabendo o que aconteceu com ela. Eu queria dar a Czeslawa a oportunidade de contar sua história, que é [também] a história de muitas outras vítimas… Compreendemos o que ela e milhões de outros passaram melhor depois de verem suas contusões, o corte no lábio e o sangue vermelho no rosto… O Holocausto não começou com os assassinatos em massa. Começou com a retórica do ódio”.
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