Acabamos de entrar no mês de setembro, e em menos de uma semana estaremos no dia 10, data escolhida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para ser o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio.
A origem desse dia e do movimento conhecido por Setembro Amarelo é contada da seguinte forma:
– em 1994, o jovem americano Mike Emme, de apenas 17 anos, se suicidou. Mike era conhecido pela personalidade caridosa e por gostar de mecânica. Sozinho ele restaurou um Mustang 1968, que pintou todo de amarelo.
Como qualquer jovem nessa idade, Mike tinha seus momentos de angústia, que não foram percebidos por seus pais e pelas demais pessoas que conviviam com ele.
Após o fim repentino de seu primeiro romance, Mike sentou-se no Mustang que tanto amava e atirou contra si mesmo.
Ele deixou um bilhete para os pais dizendo:
– “Eu gostaria de ter aprendido a odiar… Não se culpem, mamãe e papai. Eu amo vocês.”
A nota terminou com “Amor, Mike – 23:45”.
Às 23h52, apenas sete minutos depois, os pais e o irmão mais velho de Mike entraram na garagem onde estava o Mustang, mas era tarde demais.
No dia do funeral de Mike, seus amigos e familiares distribuíram cartões com fitas amarelas e uma mensagem de apoio que dizia “Se você precisar, peça ajuda”.
Em pouco tempo os cartões se espalharam pelos Estados Unidos. Um professor de outro estado americano recebeu um dos cartões de uma aluna, pedindo por ajuda.
Por conta da grande repercussão do caso, a fita amarela foi escolhida como símbolo do programa que
incentiva aqueles que têm pensamentos suicidas a buscar ajuda. Os pais de Mike, Dale Emme e Darlene Emme, iniciaram a campanha do programa de prevenção do suicídio “Yellow Ribbon”, “Fita Amarela”, em inglês.
No Brasil a campanha do Setembro Amarelo teve início em 2015, com o apoio do Centro de Valorização da Vida (CVV), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).
As primeiras atividades da campanha aconteceram em Brasília, e depois outras regiões do país aderiram ao movimento.
O objetivo do Setembro Amarelo é reforçar a importância do diálogo, quebrando o tabu sobre o assunto e ajudando quem está mais vulnerável.
Para conhecer um pouco mais da campanha Yellow Ribbon (em inglês), clique aqui;
e para acessar o site do Centro de Valorização da Vida (CVV),
clique aqui.


