Os meios de comunicação e as redes foram inundados nas últimas horas pela revelação de novos detalhes do escândalo da “rachadinha” que teria ocorrido no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro.
Os fatos anunciados na nova fase da operação mostram que o dinheiro obtido através do esquema foi lavado em imóveis e na franquia de uma loja de chocolates em um shopping.
Mas, como diziam os antigos, “o diabo faz a panela mas não faz a tampa” e, na ânsia de transformar a grana em “Nhá Benta“, o rapaz não percebeu que as vendas em dinheiro no estabelecimento foram mais de 30% superiores às das demais lojas do mesmo lugar.
Claro que isso foi devidamente observado pela Polícia Federal, já que o mundo está cansado de saber que a maior parte dos pagamentos no comércio é feita através de cartões de débito e crédito. A desproporção encontrada na contabilidade da loja do agora Senador foi tão evidente que os investigadores não tiveram muito trabalho para constatar a lavagem.
Também no quesito dos imóveis a coisa saiu do controle. Apartamentos comprados por valor abaixo do mercado eram vendidos pouco tempo depois com rentabilidade de deixar o Trump abismado.
Claro que em todo esse rolo abundam as provas do envolvimento do inefável Fabrício Queiroz, aquele.
Os meus amigos sabem da minha opinião acerca do Bolsonaro pai.
Assim como boa parte de seus eleitores, acho que a principal (se não a única) vantagem da vitória dele foi a de quebrar a espinha dorsal do esquema de corrupção implantado pelos governos anteriores.
Não espero prodígios dele, ainda que reconheça os méritos e a capacidade de alguns de seus Ministros, como o da Economia, a Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o da Segurança Institucional, o da Saúde e o da Infraestrutura, este último para mim disparadamente o melhor.
São poucos os nomes que brilham e se contrapõe aos demais que, convenhamos, são um horror.
De minha parte respondo a pergunta do título: não, eu não compraria uma Nhá Benta na loja do Senador.
Em contrapartida, à luz de todas essas evidências, respondam um simples questionamento:
– se o acusado fosse o Lulinha e não o Flávio Bolsonaro, como estaríamos reagindo?



One thought on “Você Compraria Uma Nhá Benta na Loja do Flávio Bolsonaro?”
O que me chama atenção é que as pessoas se revoltam com um duplex, sem provas de titularidade mas, não se chocam com a lavagem de dinheiro na franquia de chocolate. Vá entender.