Desde o início da semana a sensação nas redes passou a ser o compartilhamento de fotos envelhecidas das pessoas.
Perdi a conta de quantas fotos recebi dos meus amigos, as deles mesmos e de personagens diversos, algumas preparadas para brincar com “os donos“.
Eu mesmo até pensei em fazer a minha, mas sabe como é: aos 71-quase-72 achei melhor não correr o risco de ver o resultado…
Bom, hoje, das notícias que recebo habitualmente, destaquei uma que merece ser observada. É do jornal El País, edição em português:
Os riscos do FaceApp, o aplicativo da moda que envelhece o seu rosto
Aplicativo russo armazena em seus servidores informação privada sobre o usuário que pode ceder a terceiros
O fato de que a base central esteja fora da União Europeia dificulta a aplicação da legislação continental sobre proteção de dados, a mais exigente das existentes nos principais países.
Por outro lado, quando se aceitam as condições de uso do aplicativo, é especificado no pedido de autorização que os dados podem ser cedidos a terceiros, mas não os usos que essas empresas poderiam fazer da informação. Além disso, não costuma ser um elemento no qual os usuários reparam quando continuam com a instalação.
Os primeiros alarmes sobre os riscos que o usuário corre ao baixar e utilizar o aplicativo não demoraram a chegar: sabemos exatamente o que acontece com as fotografias quando são transformadas e devolvidas ao usuário? Os termos de privacidade são muito vagos para despertar suspeitas e, como se não bastasse, os criadores do aplicativo dizem no contrato aceito pelo usuário que seus dados podem ser cedidos a terceiros. “É algo muito preocupante”, diz ao EL PAÍS Borja Adsuara, advogado especialista em comunicação digital, que também acusa as lojas digitais por não adotarem medidas cautelares.
Adsuara pede medidas de proteção ao usuário semelhantes às existentes na alimentação, “se não se pode comprar um alimento em mal estado em uma loja, por que se permite baixar aplicativos com código malicioso?”, se pergunta em relação aos programas que podem ferir a privacidade. O especialista recomenda que seja o usuário a avaliar se compensa “vender sua alma” em troca de uma foto retocada.
Dani Creus, analista de segurança da Kaspersky também alerta sobre os riscos de compartilhar fotos com terceiros: “Devemos ter em mente que ao subir algo à nuvem, perdemos seu controle”, diz ao EL PAÍS. O especialista diz novamente que, hoje em dia, o melhor aliado do usuário na Internet é “o bom senso”.
O artigo original pode ser lido aqui.

Imagem do jogador Leo Messi depois da aplicação do filtro de envelhecimento de FaceApp
(Imagem El País)

